Para tomar uma decisão difícil

Dica para aquele momento de dúvida

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Em 1985 a banda Legião Urbana lançou seu sucesso “Será”. Uma música que exemplifica a constância da dificuldade na tomada de decisões presente na vida das pessoas. Nela seus compositores procuraram demonstrar os questionamentos que encontravam-se frequentes na mente da população brasileira. Assim como no período citado, mas com diferenças de contexto cultural e político, o século XXI continua refletindo as dificuldades de escolhas no dia a dia. Estas não são exclusivas de um certo período, mas estão presentes no decorrer de toda a história da humanidade.

Com isso Herbert Simon lança em 1947 o livro Comportamento Administrativo visando explicar o comportamento humano nas organizações. Na obra o economista inicia a Teoria das Decisões, onde “… cada pessoa participa racional e conscientemente, escolhendo e tomando decisões individuais a respeito de alternativas racionais de comportamento.”

Desta forma, o que torna uma decisão difícil?

O fato de não possuírem opções consideradas inferiores torna uma decisão difícil, pois exige análises sobre a perspectiva de cada possibilidade para que seja realizada a melhor escolha. Para tanto, é necessário o uso da racionalidade e das razões individuais e não apenas escolhas baseadas em razões socialmente determinadas.

“Longe de ser uma fonte de angústias e terror, escolhas difíceis sao oportunidades preciosas de festejarmos o que há de especial na condição humana” Ruth Chang.

E a racionalidade, por que não é capaz de solucionar todas as questões tornando-as fáceis?

A racionalidade é apenas um dos determinantes para a realização de uma escolha, sendo insuficiente isolada, por considerar apenas informações, necessitando do complemento da intuição, composta por opiniões e sentimentos, para finalizar o processo de tomada de decisão.

Mas o que é a tomada de decisão?

Ela é o processo de escolher uma entre as várias alternativas futuras e envolve um tomador de decisão, seus objetivos e preferências, a estratégia que pretende planejar para alcançar a meta, a situação na qual esta imerso e a capacidade de influência desta na sua escolha e o resultado, a decisão de uma dentre as possibilidades.

E quando sozinho não se consegue chegar a uma decisão? Existem mecanismos que ajudam a viabilizar o fim do processo de escolha?

Sim, uma opção é o Brainstorming, que é um processo de interação verbal, onde um grupo de pessoas se reúne para ter ideias sobre um determinado problema e fala a respeito sendo que respostas as ideias apresentadas por outros participantes são permitidas apenas ao final. A outra opção é o Brainwriting, que é um processo no qual cada participante recebe uma folha onde anota suas sugestões e ideias, depois essas folhas são trocadas entre si, e por fim as ideias ali descritas são discutidas até que se chegue à melhor solução. Após o uso dos mecanismos citados avalia-se o que foi exposto e executa-se a decisão.

Convivemos com decisões o tempo todo e dentro de uma organização essas se tornam cruciais, pois envolvem o futuro de milhares de pessoas. A decisão não é um fim em si mesmo, é apenas mais uma etapa, pois pode ocorrer tanto em níveis intermediários como finais, e uma decisão colocada em prática cria uma nova situação, que pode gerar outra decisão ou processos de resolução de problemas.

 

Ana Paula

Ana Paula

Psicóloga há mais de 20 anos

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