Uma dica anti stress

Como lidar com o stress

Mude a forma de enxergar as situações

Tempo de leitura estimado: 10 minutos.

Você está estressado – por seus prazos, responsabilidades, sua carga de trabalho cada vez maior e sua vida, em geral. Se você é como eu, ainda enfatiza o quanto de estresse está sentindo – preocupando-se que esteja interferindo em seu desempenho e tirando anos de sua vida.

“O estresse nem sempre é prejudicial”, afirmou Kelly McGonigal, professora da Stanford. Segundo ela, se as pessoas modificarem o conceito de estresse, elas podem tornar-se mais fortes, inteligentes e felizes”.

O Stanford News Service entrevistou McGonigal, que recentemente publicou um novo livro sobre o assunto. Saiba mais neste site.

A pesquisa inicial sobre as mentalidades do estresse, que foi conduzida pela professora assistente de Psicologia de Stanford, Alia Crum, mostrou que a visão do estresse como uma parte útil da vida, em vez de prejudicial, está associada a uma melhor saúde, bem-estar emocional e produtividade no trabalho – mesmo durante períodos de alto estresse.

Enxergar o estresse como prejudicial, leva as pessoas a lidarem com ele de maneiras menos úteis, como beber para “liberar” o estresse, procrastinar para evitá-lo ou imaginar os piores cenários. Em contraste, a visão mais positiva do estresse parece encorajar as pessoas a lidar de forma a ajudá-las a prosperar.

Ao pesquisar para o livro, a professora da Stanford descobriu que a mentalidade mais útil para o estresse é aquela que o encara como uma reação positiva. As três crenças mais favoráveis sobre o estresse são:

  1. Ver a resposta ao estímulo do seu corpo como útil, não debilitante – por exemplo, ver o estresse como uma energia que você pode usar;
  2. Enxergar-se como capaz de lidar, e mesmo aprender e crescer, com o estresse em sua vida;  
  3. Ver o estresse como algo com o qual todo mundo tem que lidar, em vez de achar que é algo exclusivo e que comprova como sua vida é terrível.

As pesquisas que estudam as mentalidades do estresse mostram que é possível mudar todas as nossas atitudes, mesmo que estejamos habituados a pensar que o estresse é prejudicial.

Por exemplo, quando você sente seu coração batendo de ansiedade, encare da seguinte forma: seu corpo está tentando lhe dar a energia necessária para enfrentar o desafio.

Alterar qualquer uma dessas atitudes pode ajudá-lo a prosperar diante do estresse comum, bem como do estresse crônico ou traumático.

Veja mais detalhes na entrevista a seguir (ativar legendas):

 

 

Há uma razão pela qual o estresse tem uma má reputação, e parte dela é a evidência de que o estresse crônico e traumático pode aumentar o risco de doença, depressão e mortalidade precoce, entre outras coisas.

Escolher ver o lado oposto do estresse não é negar o fato de que o estresse pode ser prejudicial. Trata-se de tentar equilibrar sua mentalidade para que você se sinta menos aturdido e sem esperança quanto ao fato de sua vida ser estressante.

Nós raramente conseguimos fugir do estresse em nossas vidas, e não é realista pensar que podemos evitá-lo. Dado que a vida vai ser estressante de qualquer forma, o que você ganha ao se concentrar no medo de que a realidade de sua vida esteja levando-o a morte?

Os psicólogos descobriram que a capacidade de modificar a visão sobre o estresse exige uma alta tolerância à ambiguidade e à incerteza. Você deve entender que duas coisas aparentemente opostas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.

Pode ser verdade que passar por algo estressante pode deixá-lo doente ou deprimido, mas também pode ser verdade que a mesma experiência estressante pode torná-lo mais forte, mais compassivo e mais resiliente, ao longo do tempo.

A relação entre estresse e a forma de encará-lo é bem fácil de entender. Um estudo de 2013 solicitou uma ampla amostra nacional de adultos nos Estados Unidos para avaliar o quanto eles concordavam com a declaração: “No âmbito geral, sinto que minha vida é significativa”.

Os pesquisadores, então, examinaram o que distinguiam as pessoas que concordavam fortemente com a declaração de quem não o fazia. Surpreendentemente, as pessoas que tiveram o maior número de eventos de vida estressantes no passado provavelmente considerariam suas vidas significativas. As pessoas que disseram que estavam sob muito estresse no momento atual também classificaram suas vidas como mais significativas.

Uma das principais conclusões dos pesquisadores a partir deste estudo é: “Pessoas com vidas muito significativas se preocupam mais e têm mais estresse do que pessoas com vidas menos significativas”.

Em vez de ser um sinal de que algo está errado com a sua vida, sentir-se estressado pode ser um barômetro para o quão comprometido você está em atividades e relacionamentos que são, pessoalmente, significativos.

Você imaginava a possibilidade de existir o lado positivo do estresse? Gostaria que eu abordasse mais algum aspecto desse assunto? Deixe seus comentários. Envie uma mensagem para mim abaixo ou saiba mais aqui no meu site!

 

Síndrome do trabalho excessivo

Síndrome de burnout

A importância da qualidade no trabalho

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Atualmente, uma das maiores doenças que estão tomando conta dos hospitais, das empresas, das escolas, e de outros locais de trabalho, é a síndrome de Burnout. Essa doença é causada pelo trabalho excessivo e é muito notável quando o trabalhador entra no piloto automático e tudo o que ele faz o deixa irritado, estressado, com pouca concentração, desanimado, com sensação de fracasso. Saiba mais neste site.

Em 1974 a síndrome de Burnout foi descrita pelo médio americano Freudenberger, sendo conhecida também como síndrome do esgotamento profissional, o transtorno está registrado no grupo V da CID – 10.

O estado de tensão emocional junto com o estresse crônico causado por condições de trabalhos físicas, emocionais e psicológicas que são desgastantes, é a principal característica desta síndrome.  Pessoas que possuem maior envolvimento interpessoal direto e intenso no trabalho as chances da síndrome de Burnout se manifestar é maior.

Os principais profissionais com maior risco de desenvolver o transtorno são: das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada.

Ainda que o estresse, às vezes, ajude a tomar decisões importantes na carreira profissional, na década de 60 os estudiosos previram essa síndrome. O ideal é que você procure um especialista capaz de diagnosticar corretamente seu estado atual.

No entanto, assim como qualquer outra doença, a síndrome de Burnout apresenta alguns sintomas que podem ser percebidos na maior parte da população, mas é importante se ater ao fato de que a síndrome está extremamente ligada ao fato do excesso, ou seja, não é apenas um dia estressante que dirá que uma pessoa possui a síndrome, mas vários aspectos juntos, como:

 

  •         Fadiga
  •         Cansaço constante
  •         Distúrbios do sono
  •         Dores musculares e de cabeça
  •         Irritabilidade
  •         Alterações de humor e de memória
  •         Dificuldade de concentração
  •         Falta de apetite
  •         Depressão e perda de iniciativa.

 

 

As pessoas que mais desenvolvem esta doença são as conhecidas como workaholics, que se envolvem muito com o trabalho, esquecem-se da vida pessoal e da saúde, vivem para as atividades relacionadas ao emprego e exigem muito de si mesmos.

Uma das causas da síndrome de Burnout é que pode levar ao alcoolismo, ao uso de drogas e nos casos mais extremos ao suicídio. No trabalho e no dia a dia, ela passa a ser irônica, isolada, cínica a produtividade da pessoa cai. Um dos pensamentos que elas têm e que acreditam que irá melhorar o estado é tirar férias, mas há muitos casos em que a pessoas descansam, ficam bem e ao voltar no trabalho os sintomas voltam.

Para a detecção correta da síndrome é necessário que o ambiente de trabalho passe por um exame detalhado e analítico para demonstrar se os sintomas apresentados possuem ligação com o ambiente. Durante o tratamento psicoterápico faz -se a diferenciação da síndrome: Depressão ou Burnout, pois muitas vezes é confundido.

Esta síndrome faz parte da vida de profissionais competentes, dedicados , profissionais que nem ligam ,não entram em Burnout. Eles não estressa, não estão preocupados. As vítimas da síndrome sao as que se preocupam , que querem fazer tudo certinho, com excelência e perfeição É como se o corpo e a mente colocassem um ponto final: “Agora chega!” Um cansaço devastador revela falta absoluta de energia. Todas as reservas estão esgotadas. No trabalho, a pessoa, antes competente e atenciosa, liga o “piloto automático”. No lugar da motivação, surgem irritação, falta de concentração, desânimo, sensação de fracasso

A maior parte do  nosso tempo de vida é passada no trabalho, então se faço algo que não gosto,num ambiente que nãoo gosto, com pessoas que não gosto, vou me tornar uma pessoa infeliz e levo isso para todos os ambientes que eu estiver.

Para se recuperar do Burnout é necessário buscar mais recursos mentais para enfrentar estes sintoma, como: melhorar a alimentação, praticar exercícios físicos, dormir as horas necessárias de sono e passar mais tempo com a família, amigos e com atividades de lazer, não esquecendo os hobbies que possui. Leve o relaxamento a sério, participe de atividades prazerosas para que não pense no trabalho, separe um tempo específico fora do trabalho para checar as mensagens( caso seja necessário trabalhar em casa), reduza as demandas feitas para você e reabasteça as reservas de recursos e energia, coloque as tarefas mais empolgantes por ultimo para ficar mais esperançoso e não adie tarefas chatas pois vai ficar pensando nelas. É importante também ver mudanças no seu ambiente de trabalho.

A síndrome de Burnout ou do esgotamento profissional é hoje uma doença que afeta várias camadas da população, não importando a classe econômica, raça ou gênero. É um cuidado que deve ser tomado e evitado para que no futuro o número de pessoas com a síndrome abaixe e não o contrário. Confira mais aqui!

Você tinha conhecimento sobre esta síndrome? Gostaria que eu abordasse mais algum aspecto? Deixe seus comentários .

 

Ética para um dia feliz

Ética para um dia feliz

Seguir uma vida ética para ser mais feliz

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A ética é quase tão antiga quanto o início da civilização humana sendo uma filosofia que visa o estudo das questões morais, das normas e dos valores que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano.

De origem grega, a palavra ética deriva de ethos, e significa os costumes e os hábitos dos homens. De modo geral, ela trata das reflexões que são feitas acerca dos valores sociais, tanto no âmbito social, como também individual.

As pessoas começaram a pensar e refletir sobre os valores éticos na cultura ocidental, mais especificamente na Antiguidade Clássica, e os primeiros grandes filósofos a citarem a ética em seus estudos e livros, foram Sócrates, Platão e Aristóteles.

Nosso caráter, desejos e vontades sofrem muita variação e são alvos de grande ambigüidade e incerteza, ou seja, toda essa inconsistência transformaria nossa vivência social em um enorme caos, pois sem os valores e moral que nos guiam seria impossível viver em sociedade.

Pode-se dizer que indagamos sobre a ética quando pensamos e levantamos dúvidas do tipo: o que são ou de onde vem e do que valem os costumes que nos são ensinados e passados de geração em geração, de sociedade a sociedade, de cultura a cultura.

No livro “Convite à Filosofia” (2008), escrito por Marilena Chauí, ela diz que o Senso Moral nos faz avaliar a nossa situação e a dos outros de acordo com o que é bom, ruim, injustiça ou justiça.   Já a Consciência Moral é sobre as decisões que fazemos e se estamos seguindo ou respondendo a conduta que nós mesmos decidimos como certas ou erradas.

Assim, tanto o senso e consciência moral servem como guias e ajudantes no nosso processo de desenvolvimento, no plano profissional e educacional também. O que também acaba ajudando na nossa individualidade, pois nos isenta de ter uma postura passiva quanto às influências que recebemos a todo o momento do mundo externo.

Porém, a ética não diz respeito apenas a conduta humana ou nosso desejos. Hoje em dia encontramos diversas discussões acerca do que é ético ou não nos ramos da: saúde, ciência, tecnologia, profissão e educação.

Até mesmo atos banais como: piratear, “copiar e colar”, usar fotos ou apelidos para demonstrar anonimato, estão presentes no cotidiano de todos e recebem perguntas e críticas de até aonde isso é considerada uma atitude antiética.

Então, é necessária uma discussão profunda sobre o que são atitudes éticas ou antiéticas em todos os meios.

 

Ética e tecnologia

O que é tecnologia? Ao fazer esta pergunta, logo provavelmente a primeira resposta que vem em nossa cabeça são equipamentos, celulares ou robôs super modernos que são capazes de tudo, desde um holograma em 3D até funções vistas em filmes como inteligência artificial.

Mas a verdade é que um simples celular hoje em dia seria considera uma tremenda tecnologia na Idade Média, podendo até ser considerado uma bruxaria, e uma simples lâmpada no século XIX seria vista como um milagre.

Ou seja, tecnologia não precisa ser necessariamente algo moderno ou espetacular. Ela segue a humanidade desde o início da civilização. Por exemplo, quando os caçadores descobriram que os ossos de animais mortos poderiam virar uma arma, pronto, uma nova tecnologia foi criada.

Porém, junto com a tecnologia, que muda todos os dias, cada vez mais é discutido a questão ética que paira sobre diversos avanços que ela proporciona.

Algumas questões que são levantadas:

  • Tecnologia na guerra
  • Modificação genética
  • Vigilância em tempo real

É comum acharmos que a tecnologia será sempre algo bom para a humanidade, porém pode não ser verdade em todos os casos. Já ouviu falar sobre drones? Alteração genética? Impressão 3D? Vigilância em tempo real? Talvez sim, talvez não, mas de modo geral, muitas pessoas não têm noção do que cada uma destas realidades significa.

Os drones foram criados para servirem como um substituto para os soldados nas guerras. Usado principalmente pelos EUA no Oriente Médio, eles viraram na verdade o pesadelo de muitos civis que vivem assombrados por drones que rodeiam e voam no céu da sua casa.

Mas, o humano é imperfeito, assim como são os drones e muitos acidentes têm sido reportados para as autoridades, como: a morte de inocentes ou perseguições das pessoas erradas. O quão antiético é utilizar de máquinas que não possuem sentimento de culpa ou discernimento do que é certo ou errado para atuar em guerras e campos com civis? Deixarei essa questão para você refletir.

A era moderna ficou marcada pela frase de Descartes, que dizia que a ciência e a técnica irão transformar o homem em senhor e possuidor da natureza. Podemos observar e estudar isso acontecer agora que cientistas de todo o mundo se empenham em conseguir fazer alterações e melhorias na genética. O quão errado é, por exemplo, um pai ou mãe poder escolher a cor dos olhos, cabelo e pele de um filho? Ou, então, decidir quais doenças genéticas poderá excluir? Ou ainda, poder escolher que tipo físico gostaria que seu filho tivesse?

Falando sério, agora, quem nunca colocou o endereço da própria casa no Street View do Google Maps para ver as imagens? Ou então, colocou o endereço de alguma loja ou local que gostaria de visitar? Parece algo sem muita importância, mas e se essas imagens fossem atualizadas em tempo real, e você pudesse acompanhar os passos de qualquer pessoa? Seria como viver em um reality show.

Porém, estas imagens seriam públicas ou privadas? E como seria a proibição ou não dessas imagens? Empresas como o Google, Planet Labs, Skybox Imagine e Digital Globe está trabalhando cada vez mais para terem esse poder.

São questões como essas que nos fazem pensar até onde a tecnologia deve alcançar e até onde ela deve interferir e fazer parte do nosso dia a dia. E, se pensávamos que essas discussões só iriam acontecer daqui a muitos anos, se enganou. Ela está bem aí na sua porta.

Ética na profissão e educação

Falar sobre ética na profissão e na educação pode parecer um pouco óbvio. No entanto, é certo que muitos profissionais ou estudantes acabam cometendo deslizes antiéticos que passam despercebidos, e quando são notados, não é dada a devida atenção que merece. Por isso é importante saber o que pode e o que não pode no seu ambiente de trabalho ou de estudo para que gafes não sejam cometidas.

Uma área atualmente que é muito reconhecida é o TI, que seria Tecnologia da Informação. Muitas empresas dão treinamento visando à disseminação de dicas importantes de como seguir um comportamento ético.

Questões como: violação da privacidade, uso autorizado de informações, fraudes e exposição de informações sigilosas, faz parte do dia a dia de qualquer empresa, seja ela grande ou pequena.

É necessária uma atenção e cuidado muito grande quando se tratam de fofocas, intrigas e brigas no ambiente do trabalho. Por isso a criação de códigos de éticas entre os membros e usuários de uma instituição ou empresa serve como um norteador moral e garante a integridade, respeito e dignidade de qualquer um que trabalhe neste meio.

Na educação, por outro lado, não é tão diferente assim. Professores, diretores, coordenadores e alunos podem ter o mesmo treinamento oferecido em uma empresa. Em uma escola ou faculdade, por exemplo, são muitas informações pessoais que estão em jogo, fora toda a rede de pessoas que ali se encontram que facilitam em muito as fofocas, intrigas e brigas da mesma forma que acontece em empresas.

Alguns exemplos básicos e simples que acontecem no ambiente de trabalho são:

  • Levar para casa e mostrar para os moradores as informações sigilosas da empresa.
  • Sair da área de trabalho, como a mesa do computador, e não bloquear a tela com senha.
  • Compartilhar senhas e usuários com outros funcionários.
  • Denegrir a imagem da empresa para pessoas de fora ou até mesmo de dentro.
  • Utilizar de canetas ou celulares em locais que há muitas informações pessoais de clientes, como bancos, empresas de cartão de crédito e todo o segmento de vendas.

Exemplos básicos no ambiente escolar e educacional:

  • Trabalhos escolares que são feitos na base de “copiar e colar”.
  • Prática de bullying.
  • Colar do colega ou ter uma cola própria nas avaliações.
  • Professores que tratam com desrespeito os alunos ou dão preferências.
  • Exposição do aluno, professor, ou diretor por uma autoridade maior na frente de todos.

Há muitos outros exemplos que poderia ser citado aqui. A questão é que ser ético não exige um manual de instrução, já que basta se fazer três perguntas importantes: minha ação vai prejudicar alguém? Minha ação vai denegrir uma pessoa ou empresa? Minhas ações pelos moldes sociais impostos são considerados certos ou errados?

Não é difícil e nem deveria ser possuir boa ética profissional, social e educacional no dia a dia.

Ética no dia a dia

Agora, se a gente for falar de atitudes antiéticas que cometemos no dia a dia, seria necessário quase um livro inteiro sobre o assunto. Mas algumas práticas, consideradas as mais comuns, podem ser eliminadas ou melhoradas e assim seremos mais felizes quando atitudes éticas forem adotadas.

Quem nunca: pensou em/ou cortou uma fila? Recebeu troco a mais e não devolveu? Achou algo perdido no chão, no ônibus ou em uma festa e não devolveu ou nem foi atrás para saber quem era o dono? Sentou em um local reservado para idosos ou gestantes?

É certo que talvez, por um breve momento, pensemos que essas pequenas atitudes não irão afetar ou prejudicar alguém. Mas cortar uma fila invalida toda a concepção de que quem chega primeiro é atendido primeiro, então, do que adianta termos leis e padrões a seguir? Ou um troco a mais que foi dado e você não devolveu pode acabar na demissão do funcionário. E Até mesmo aquele objeto perdido que achou, poderia ser muito importante para quem perdeu. E por fim: haverá um dia em que você será idoso ou será idosa e demonstrar respeito desde já, é o mesmo que demonstrar respeito com si mesmo.

Outra questão é o bullying no dia a dia ou brincadeiras que passam do limite e que podem levar algumas pessoas a pensarem que tais comportamentos não os afetariam, porém a ética é exatamente isso. É termos plena noção do que pode ou não afetar as pessoas ao nosso redor, e o mais importante, é sabermos que cada realidade é diferente. Cada pessoa é diferente e cada história é diferente. Antes de tudo, saiba que o que te afeta pode não afetar outra pessoa, e o que afeta outra pessoa pode não te afetar.

É preciso ter um bom julgamento e discernimento de tudo e todos ao nosso redor e assim poderemos viver em uma sociedade em que o respeito ao próximo é mais importante do que satisfazer nossos próprios desejos e ensejos.

Um ótimo exemplo de comportamento ético é do piloto Chesley Sully Sullenbeger, cuja história foi mostrada no filme “Sully – O herói do Rio Hudson”. É abordado no filme o drama real que aconteceu em 2009. Um avião, que acabara de decolar, é atingido por pássaros e seus motores são danificados. Com 155 pessoas a bordo, e em cima de uma cidade com milhões de pessoas. O dilema: onde fazer um pouso de emergência? O que escolher entre salvar as pessoas a bordo e destruir casas, prédios e provavelmente ferir milhares de pessoas ou pousar em um rio e ter a possibilidade de ferir todos a bordo? Uma questão ética enorme que Sully encara com coragem, esperteza e acima de tudo: com um senso ético e moral inabalável.

Muitas outras atitudes, como: ser honesto, tolerante, flexível, íntegro, humilde são qualidades fundamentais para quem busca ter uma carreira de sucesso, para quem busca ser reconhecido e para quem busca ser influente e exemplo a ser seguido.

No geral, buscar sempre o bem das pessoas ao seu redor, mesmo que implique com suas aspirações, te garante um comportamento ético e moral que há de ser respeitado, elogiado e reconhecido.

Suicídio na adolescência

Suicídio na adolescência

Você se lembra dos episódios de suicídio?

Tempo de leitura estimado: 5 minutos.

A adolescência é um período conturbado, marcado por sentimentos confusos e emoções intensas.

Todos nós já passamos por essa fase, e ainda que tenha sido relativamente tranquila, e que não tenha deixado marcas severas, muitos conflitos foram enfrentados.

A fragilidade emocional do adolescente resulta do repertório limitado de experiências de vida, do pouco discernimento para tomada de decisões, somado ao sentimento de urgência, de agora ou nunca, onde qualquer acontecimento ou sensação toma proporções grandiosas. Isso tudo regado à tensão e ansiedade.

Em meio a esse mar revolto, o adolescente ainda tem que lidar com as cobranças e críticas dos pais, professores e da sociedade num todo. É óbvio que os jovens precisam de orientação quanto aos seus deveres, mas o posicionamento dos adultos nem sempre é de direcionamento, e sim de julgamento.

Se considerarmos questões como bullying, cyberbullying, identidade de gênero, violência, assédio, e outras mais, veremos que a sociedade contemporânea impõe ainda mais conflitos ao adolescente.

É nesse cenário que se configura a vulnerabilidade psíquica do adolescente, e sua busca por apoio, aceitação e pertencimento. E, por vezes, o ambiente social, escolar e, especialmente, o ambiente familiar não suprem suas carências e necessidades.

Suicídio na adolescência

O suicídio é um problema que assola todas as gerações. Aqui damos enfoque ao suicídio na adolescência, que vem sendo um assunto muito debatido, atualmente.

Os números são preocupantes, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, coletados em 2012, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre os jovens, superando o número de óbitos por HIV e violência. Somente acidentes de trânsito provocam mais vítimas. Para mais informações sobre estatísticas de suicídio entre os jovens, acesse o site da BBC.

Alguns fatores são influenciadores da ideação suicida entre adolescentes, são eles:

  •         Depressão e outros transtornos mentais;
  •         Problemas associados ao uso de álcool e de outras substâncias químicas;
  •         Abuso físico ou sexual;
  •         Exposição à violência, no ambiente familiar;
  •         Histórico de abandono, perdas ou outros eventos traumáticos;
  •         Sentimento de solidão e isolamento social;
  •         Histórico de suicídio, ou de doenças mentais, na família;
  •         Problemas sociais, como pobreza e falta de suporte;
  •         Dificuldades decorrentes da orientação sexual, como falta de aceitação da família e homofobia;
  •         Bullying;
  •         Decepções amorosas;
  •         Baixa autoestima, problemas de autoimagem, e demais dificuldades relacionadas ao autoconceito;
  •         Baixa tolerância à frustração e pouco repertório para enfrentamento de conflitos.

Cada um desses fatores, em separado, não indica alto risco de suicídio, mas seus efeitos tendem a intensificar a fragilidade do adolescente e sua ideação suicida. Um estudo mais aprofundado, sobre os fatores de risco do suicídio na adolescência, é encontrado clicando aqui.

 

O jogo da Baleia Azul

Recentemente, espalhou-se, com velocidade espantosa, um fenômeno virtual chamado de Jogo da Baleia Azul.

O jogo envolveria a relação entre os participantes e os curadores, responsáveis por determinar uma série de desafios, incluindo: assistir filmes de terror de madrugada, se equilibrar em um telhado, escutar músicas psicodélicas, automutilação (comprovada por fotos) e, por fim, tirar a própria vida.

Investigações ainda estão em andamento, mas existem suspeitas de que várias mortes estariam associadas ao Jogo da Baleia Azul.

O que todos se perguntam é: o que leva esses jovens a participarem desse jogo?

A resposta pode estar na conexão criada entre os participantes, no sentimento de pertencimento e reconhecimento no grupo, na constatação de que existem outras pessoas com visões semelhantes e, finalmente, no acolhimento que pode ter faltado em outro ambiente.

 

13 Reasons Why

Outro fenômeno que, rapidamente, ganhou seguidores nos últimos meses foi a série 13 Reasons Why, exibida pela Netflix.

A série aborda o suicídio na adolescência, retratando a vida de uma jovem e todos os acontecimentos, e pessoas, que, direta ou indiretamente, contribuíram para a sua decisão de tirar a própria vida. Através de gravações em fitas cassete, Hannah, a personagem principal, revela 13 razões que a levaram ao suicídio, confira o trailer da série abaixo.

 

Apesar de conquistar um grande público e chamar a atenção para o problema do suicídio na adolescência, alguns psiquiatras alertam sobre os efeitos negativos da série sobre as mentes já fragilizadas dos jovens.

Alguns desses pontos negativos indicam:

  •         Ideia de autoextermínio como vingança, para despertar o sentimento de culpa em outras pessoas;
  •         Culpabilização coletiva, ou seja, atribuir às outras pessoas a responsabilidade pela própria morte;
  •          “Romantização” do suicídio, em detrimento da importância do acompanhamento profissional.

Efeito Werther

O jogo da Baleia Azul e a série 13 Reasons Why podem ter desencadeado, entre os adolescentes, o chamado Efeito Werther. Trata-se de um termo científico que pressupõe a ocorrência de determinados acontecimentos como consequência da publicidade de um fato semelhante.

De acordo com o conceito de efeito Werther, epidemias de suicídio estariam vinculadas à imitação, visto assim, as mortes seriam estimuladas por outros casos da mesma natureza.

Ao contrário do que muitos julgam, os conflitos da adolescência não são frescura, e não devem ser tratados como tal.

É responsabilidade dos pais, professores, e de toda a sociedade, prestar atenção aos sinais que são dados pelos jovens, de que algo não está bem, de que algumas lacunas precisam ser preenchidas.

A maior prevenção de suicídio na adolescência ainda é a compreensão, o acolhimento, o diálogo e, principalmente, o amor.

Como fazer uma escolha profissional

Escolha profissional

Dicas para facilitar a escolha

Tempo de leitura estimado: 5 minutos.

Muitos jovens enfrentam dificuldades na hora da escolha de sua profissão, isto se deve a diversos fatores, principalmente por se tratar de uma escolha  a qual a sociedade julga ser “para a vida”, ou seja,  a decisão de uma atividade que teoricamente você terá que realizar para sempre. Esta colocação gera pressão e desconforto  dificultando a escolha de uma carreira. Acesse esse link para ver um vídeo que pode facilitar a sua escolha profissional.

 

Como devemos escolher uma profissão?

 

A escolha profissional deve ocorrer por meio de diversos fatores e entre eles um dos que possuem maior relevância é a  análise de sua personalidade. Além disso, há a influência de três fontes principais : a genética,  que corrobora por meio de suas características individuais de ação, pensamento, modo de agir; as influências sociais, que podem corroborar com a genética desenvolvendo-a ou mesmo forçar traços que o indivíduo não possui, causando desequilíbrio ou desconforto; o traço mental, a cognição, o pensamento, ou seja, aquele que une as influências sociais as predisposições genéticas e avalia o conjunto.

 

Neste sentido, é válido pensar no significado de vocação, que é a inclinação, a facilidade que um determinado indivíduo possui para a realização de uma tarefa. Esta palavra, portanto, está inserida em uma das três fontes principais, a genética. No entanto, muitos indivíduos não conseguem realizar uma auto análise para descobrirem, sua vocação e passam a estar vulneráveis as influências sociais, que podem levá-los a escolhas, as quais futuramente os transformariam em  profissionais não realizados. A decisão de com o que trabalhar levando em conta habilidades pessoais, facilitam o sucesso individual e a boa execução das atividades envolvidas na área, tornando o trabalho um “prazer” e não uma obrigação.

 

Desta forma, visando evitar escolhas equivocadas por dificuldade de autoavaliação, profissionais do ramo da psicologia passaram a exercer uma análise externa que facilita o direcionamento a escolha profissional. Para tanto, aplicam-se testes vocacionais, como instrumento de avaliação individual. Clique aqui para ter acesso a testes vocacionais.

Para o profissional mais reconhecido mundialmente na área de orientação vocacional,  americano, Jhon Holland, os indivíduos possuem traços que determinam suas vocações e facilitam a escolha profissional mais adequada. Como o traço convencional, caracterizado por pessoas que gostam de organização, são mais inflexíveis e não gostam de passar por mudanças repentinas, como engenheiros, contadores, policiais.

Assim, a escolha profissional se baseia no indivíduo, em suas peculiaridades e características e normalmente é bem executada quando considera a vocação individual como determinante. Portanto saber analisar perfis é de suma importância para o sucesso, e quando não se consegue fazer uma autoanálise, a orientação por um profissional é necessária para se evitar frustrações.

Conhecer este jovem e contextualizá-lo neste momento de desenvolvimento ajuda a saber um pouco mais de sua demanda para poder propiciar condições favoráveis para que o jovem potencialize seus talentos, visando sua inserção no mundo do trabalho.

 

Velhice e depressão

Depressão e velhice

Saiba um pouco mais sobre a relação que existe

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Com o desenvolvimento de tecnologias na área da saúde, foi possível prolongar a vida. Neste sentido, a velhice tornou-se uma fase a ganhar grande ascensão e importância. No entanto, a dificuldade de entender realmente esta fase da vida, tem gerado questionamentos a respeito desta confundindo-a com o estado de depressão que um indivíduo pode ter. Acesse aqui para mais informações sobre a diferença de depressão e velhice.

 

Mas então, o que é a velhice?

 

A velhice é a fase na qual o indivíduo adquiriu idade avançada. Assim como qualquer outra fase da vida, possui suas características próprias, como: realização de atividades de forma mais lenta, muitas vezes perda de memória, maior sensibilidade física, entre outras que fazem com que esta etapa necessite de mais atenção e cuidados.

 

E depressão, o que é?

 

Depressão é um distúrbio que envolve fatores físicos, emocionais e sociais. Tal doença, normalmente negligenciada, necessita de tratamento, acompanhamento e compreensão, dos indivíduos ao redor da pessoa afetada, para que possa ocorrer sua cura. Depressão não é loucura ou frescura, muitas vezes está relacionada a quedas hormonais, que só se estabilizam com intervenção médica, associada a terapias realizadas por psicólogos.

 

É válido se ressaltar, que muitas vezes pessoas na fase de velhice, apresentam a sintomatologia de depressão, pois esta patologia não possui faixa etária específica para ocorrer. A transição entre fases da vida é de difícil adaptação, ainda mais quando a mudança se da para a velhice, pois normalmente o idoso se sente incapaz e um peso a família por não conseguir mais executar as atividades que executava antes e por necessitar de maiores cuidados e atenção.

 

Tendo estas sensações em vista, a psicóloga Maria Célia de  Abreu, escreveu um livro, destinado a idosos, para facilitar a compreensão destes pela fase de vida em que estão, por meio da conscientização dos idosos. O livro procura abordar as principais queixas e dúvidas, para que o idoso possa ter uma velhice saudável e tranquila.

 

Contudo, é de extrema relevância a percepção de diferentes formas de envelhecimento, quando se compara idosos da mesma idade. Isso ocorre devido a presença do gene TMEM106B, que quando alterado, promove a aceleração do envelhecimento do cérebro dos que o possuem, em até 12 anos.

 

Este gene, começa a afetar pessoas de 65 anos, especificamente na região do córtex frontal, que exerce concentração, planejamento, julgamento e criatividade.Para o pesquisador Abeliovich, professor de patologia e neurologia no Instituto Taub para a doença de Alzheimer e o Envelhecimento Cerebral no Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, quando se tem o gene alterado, o organismo não lida bem com o estresse, envelhecendo mais rápido. Para saber mais sobre o tema acesse aqui.

Assim, depressão é uma doença, enquanto a velhice é apenas mais uma etapa da vida. Pode ocorrer de um idoso sentir depressão, e apesar de mais comum na velhice, esta patologia também está presente em jovens e adultos. Além disso, existe diferenças de envelhecimento cerebral em idosos de uma mesma idade, que desenvolvem-se devido a alterações em um gene, tornando o indivíduo que a contêm “velho” mais rapidamente.

 

Para tomar uma decisão difícil

Decisão difícil

Dica para aquele momento de dúvida

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Em 1985 a banda Legião Urbana lançou seu sucesso “Será”. Uma música que exemplifica a constância da dificuldade na tomada de decisões presente na vida das pessoas. Nela seus compositores procuraram demonstrar os questionamentos que encontravam-se frequentes na mente da população brasileira. Assim como no período citado, mas com diferenças de contexto cultural e político, o século XXI continua refletindo as dificuldades de escolhas no dia a dia. Estas não são exclusivas de um certo período, mas estão presentes no decorrer de toda a história da humanidade.

Com isso Herbert Simon lança em 1947 o livro Comportamento Administrativo visando explicar o comportamento humano nas organizações. Na obra o economista inicia a Teoria das Decisões, onde “… cada pessoa participa racional e conscientemente, escolhendo e tomando decisões individuais a respeito de alternativas racionais de comportamento.”

Desta forma, o que torna uma decisão difícil?

O fato de não possuírem opções consideradas inferiores torna uma decisão difícil, pois exige análises sobre a perspectiva de cada possibilidade para que seja realizada a melhor escolha. Para tanto, é necessário o uso da racionalidade e das razões individuais e não apenas escolhas baseadas em razões socialmente determinadas.

“Longe de ser uma fonte de angústias e terror, escolhas difíceis sao oportunidades preciosas de festejarmos o que há de especial na condição humana” Ruth Chang.

E a racionalidade, por que não é capaz de solucionar todas as questões tornando-as fáceis?

A racionalidade é apenas um dos determinantes para a realização de uma escolha, sendo insuficiente isolada, por considerar apenas informações, necessitando do complemento da intuição, composta por opiniões e sentimentos, para finalizar o processo de tomada de decisão.

Mas o que é a tomada de decisão?

Ela é o processo de escolher uma entre as várias alternativas futuras e envolve um tomador de decisão, seus objetivos e preferências, a estratégia que pretende planejar para alcançar a meta, a situação na qual esta imerso e a capacidade de influência desta na sua escolha e o resultado, a decisão de uma dentre as possibilidades.

E quando sozinho não se consegue chegar a uma decisão? Existem mecanismos que ajudam a viabilizar o fim do processo de escolha?

Sim, uma opção é o Brainstorming, que é um processo de interação verbal, onde um grupo de pessoas se reúne para ter ideias sobre um determinado problema e fala a respeito sendo que respostas as ideias apresentadas por outros participantes são permitidas apenas ao final. A outra opção é o Brainwriting, que é um processo no qual cada participante recebe uma folha onde anota suas sugestões e ideias, depois essas folhas são trocadas entre si, e por fim as ideias ali descritas são discutidas até que se chegue à melhor solução. Após o uso dos mecanismos citados avalia-se o que foi exposto e executa-se a decisão.

Convivemos com decisões o tempo todo e dentro de uma organização essas se tornam cruciais, pois envolvem o futuro de milhares de pessoas. A decisão não é um fim em si mesmo, é apenas mais uma etapa, pois pode ocorrer tanto em níveis intermediários como finais, e uma decisão colocada em prática cria uma nova situação, que pode gerar outra decisão ou processos de resolução de problemas.

 

Profissão e vocação

Vocação profissional

Todos escolhemos uma profissão

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A escolha de uma profissão é na maioria das vezes um fator dificultante na passagem da vida de um jovem para o mundo adulto. Para tanto é necessário autoconhecimento que envolva a capacidade de perceber seus talentos e suas inaptidões. Apesar disso a pressão social para a escolha de uma carreira faz com que vocações sejam ignoradas em prol da tradicionalidade. Nesse sentido ao analisar a recorrência de insatisfação profissional  e mudança de carreiras, Rorschach  afirmou que:

“Um indivíduo que, em suas inclinações, dispõe de aparelhos introversivos de talento, mas que desde cedo é envolvido por uma profissão extratensiva que o absorve, não consegue, ‘por razões externas’, nutrir seus talentos com afetos; talvez ele experimente, de vez em quando, a sensação de ‘ter falhado em sua vocação'(…) talvez ele consiga a habilidade de, nas horas de trabalho, ativar os momentos extratensivos do tipo de vivência e, nas férias, os momentos introversivos;(mas) pode acontecer também que um dia esta vítima de uma vida fortemente unilateral adoeça pela discrepância entre o tipo de vivência e as necessidades da vida; de pois quando se disser que ele está ‘esgotado’ haverá algo de verdade nisso: ele esgotou, unilateralmente, uma parte de seu aparelho e negligenciou a outra…”.

Com isto, visando ajudar a solucionar ou direcionar nas dificuldades relacionadas a escolha da profissão e aos frequentes equívocos causados pelas decisões que não levam em conta a vocação, foram criados livros, por psicólogos, que realizam a orientação vocacional para  jovens e adultos nesta difícil etapa da vida.

O que é então a tão mencionada vocação?

É uma inclinação, uma tendência ou habilidade que leva o indivíduo a exercer uma determinada carreira ou profissão segundo Houaiss.

E qual a melhor maneira de descobrir sua profissão?

Por meio de análises de aptidões e dificuldades, de habilidades e fraquezas. Resumidamente levando-se em conta a análise comportamental do indivíduo, podendo ser ela uma auto-análise, quando o indivíduo se sente seguro para tanto, ou uma análise exteriorizada com a ajuda de um psicólogo.

Profissão e vocação via Gihpy
Profissão e vocação via Gihpy

A escolha de uma profissão é uma necessidade que coincide com a etapa de desenvolvimento na qual o jovem busca se conhecer melhor, bem como conhecer seus gostos, interesses e motivações. Nesta fase, surgem também os primeiros confrontos no ambiente familiar, ou porque há expectativas e desejos por parte da família com relação ao jovem, às quais nem sempre este pode corresponder, ou porque não há nenhuma expectativa. Nem sempre os familiares acompanham ou participam deste processo, o que pode levar o jovem a se sentir sozinho e confuso.

Temos que ter cuidado com a `vocação`, entendendo-a como um determinado talento/aptidão que nasce com o ser humano,pois não pode  deixar que ela seja determinante na vida das pessoas, principalmente no momento em que se busca trilhar um projeto de vida., pois no decorrer da história de vida de cada um, mudanças ocorrem e novas habilidades, talentos e interesses provavelmente irão surgir.

Assim, discutir sobre a influência da personalidade valores, crenças, do indivíduo é essencial para que este se torne um profissional realizado e apto ao sucesso. Para tanto, caso haja a dificuldade de auto-análise comportamental o uso da orientação vocacional, exercida por profissionais, apresenta-se como melhor facilitador para solucionar o problema. Se você está buscando orientação eu posso te ajudar, acesse meu site para maiores informações, basta clicar aqui.

Sites e apps de relacionamento

Aplicativos de relacionamento

Relacionamento por aplicativos digitais

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No dia 9 de janeiro de 2017, faleceu no Reino Unido, aos 91 anos, um dos maiores filósofos e sociólogos da atualidade, o polonês Zygmunt Bauman.

Entre seus estudos, sua teoria mais conhecida é “modernidade líquida”. Bauman utilizou esse termo para nomear de maneira ideológica a pós-modernidade, o momento atual. Segundo o teórico, as múltiplas evoluções contemporâneas, principalmente, advindas com a globalização tornaram nossas relações, metaforicamente, líquidas, fluidas e não estáveis.

Além disso, conforme os ensinamentos dele ainda, a agilidade e a rapidez que adquirimos para nós conectar hoje em dia é o propulsor para simplificar as transformações sociais. Somos capazes de realizar uma revolução e mudar completamente a ordem, os paradigmas e os costumes vigente sem dificuldades.

Para Bauman, a maioria das pessoas não se unem mais por laços como antes, agora nossas uniões são garantidas pelas redes. E, por causa da fragilidade dessas conexões, perdemos alguns sentimentos, como de confiança, estabilidade e segurança. Isto é, a facilidade com que conseguimos fazer e desfazer amizades pelas mídias sociais na internet refletem o pessimismo social.

Nos famosos aplicativos de relacionamento, por exemplo, relatando apenas nome, idade, e-mail, e sexo, já é possível se cadastrar, conhecer outras pessoas e marcar encontros, sem qualquer confirmação das informações ou garantia de veracidade. O que reafirma a teoria de Bauman, afinal, estamos sujeitos a qualquer momento ser surpreendido e desapontado por algum perfil falso.

Ainda assim, será possível fazer amigos de verdade usando aplicativos online?

Uma jornalista britânica do BBC decidiu responder a essa pergunta na prática. Durante três dias, ela usou uma dessas ferramentas com o intuito de fazer amizades. Nesse período, apenas uma menina correspondeu ao interesse dela. Em menos de  uma hora e meia, as duas já haviam marcado um encontro.

A jornalista concluiu que achou interessante a facilidade com que se é possível marcar com alguém para tomar um café, porém completou dizendo que só faria isso novamente, caso conhecesse uma pessoa muito interessante no app.

Apps digitais via Giphy
Apps digitais via Giphy

Por meio da experiência da jornalista, podemos reiterar a veracidade dos conhecimentos de Zygmunt Bauman para nossa sociedade contemporânea. Em contrapartida, uma outra rede social prova, totalmente, o contrário.

Essa plataforma é o Couchsurfing. Afinal, o que é couchsurfing? É um site que une pessoas que gostam de viajar por todo mundo gastando pouco. Os usuários podem tanto fornecer um abrigo à quem está viajando para sua cidade. Do mesmo modo que abrigar-se na casa de outras pessoas.

O surfing no sofá, dessa maneira, retoma costumes sociais já abandonados, como solidariedade, altruísmo e companheirismo. Mas, claro, deve-se atentar e buscar muitas informações sobre a pessoa que procura receber ou pedir hospedagem, tanto por causa das diferenças culturais, como a exposição constante ao medo causado pela modernidade líquida, esclarecida por Bauman.

Happn também é outro aplicativo muito interessante. Por meio do GPS de seu smartphone, o aplicativo rastreia todas as pessoas que cruzaram seu caminho em um determinado período. Ou seja, até mesmo para aquele velho sentimento de que você teria se apaixonado pela pessoa da sua vida no metrô e nunca mais a encontraria acabou com a invenção desse aplicativo.

Não podemos nos esquecer do Tinder. O aplicativo de relacionamentos que se tornou tendência em mais de 196 países. O Tinder funciona da seguinte maneira: as pessoas cadastradas receberam diversos perfis de usuários que estão até uma certa distância estipulada. De acordo com a foto de perfil e algumas poucas informações, é possível curtir ou não curtir aquela pessoa. Caso ambas se gostem, elas serão redirecionadas para um bate-papo privado.

O interessante de tudo isso, é que o perfil desses usuários, é bastante diversificado. Não há um único tipo de pessoa, então além de pessoas parecidas com você, poderá encontrar também metaleiros, rockeiros, cristãos, ateus e até mesmo góticos. Um pouco de cada tribo. Contribuindo dessa forma, para diferentes possibilidades de relacionamentos, se você está interessado em variar um pouco.

O que as pessoas mais procuram nesses aplicativos e site de relacionamentos?

Segundo uma reportagem publicada pela coluna Emais do jornal Estadão, as plataformas que facilitam encontros e a conquistas, colaboram para uma suposta cultura do “ficar”. Há quem afirme que esse costume se perpetuem, principalmente, entre os jovens e solteiros.

No entanto, a American Psychological Association (APA) relata em uma publicação que os ficantes já existem desde a década de 1920. A invenção dos carros e dos cinemas, segundo o estudo, foram o propulsor para os namoros casuais.

A liberdade feminina também deve ser ressaltada nessa situação. Por muito tempo, as mulheres eram estigmas e mal vistas quando não possuíam relacionamentos duradouros e ficavam por casadas por muito tempo. Hoje, graças a primavera feminista, a percepção social foi parcialmente transformada e as mulheres já possuem o merecido domínio sobre seu corpo para namorar.

A internet, dessa maneira, é uma ambiente muito diverso que está hábil a receber todas essas pessoas. De todas as idades, gêneros, cor, nacionalidade e orientação social, existem sites e aplicativos que abrangem todos os gostos, desejos e finalidades.

DICA DE SEGURANÇA!

Uma ótima instrução para quem pretende ou está utilizando algum aplicativo de relacionamento: lembre-se sempre que do outro lado há uma pessoa. Não se esqueça, então, de utilizar os aplicativos com cautela, moderação e sinceridade. A eficiência dessas ferramentas pode ser afetada por isso e pelos motivos pelos quais você procura a outra pessoa.

Então, quando tiver um encontro, busque sempre marcar em locais públicos como shopping, restaurantes, cinemas ou praças movimentadas. Não é bom arriscar sua segurança por conta de um aplicativo, não é mesmo? Peça também para alguém ir contigo, um amigo ou amiga, para que fique por perto, caso você precise de alguma ajuda.

Não há nada de errado em procurar ajuda por meio desses aplicativos, mas tome cuidado para que essa não seja a sua única opção em relacionamentos. Não afunde sua vida social e não confunda ela com a vida no meio digital construído pela internet.

Mulher contemporânea

Mulher na sociedade

O papel da mulher em pauta

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O projeto de lei 5069/2013 proposto pelo ex-presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha, que altera a obrigatoriedade de certas práticas durante o atendimento de à vítimas de violência sexual desencadeou inúmeros movimentos sociais no Brasil. Em locais públicos ou na internet, a então primavera feminista, como ficou conhecido a manifestação popular, reassumiu o valor de se questionar o papel da mulher da sociedade e como sua posição social e seu destino são impostos. Será mesmo justo uma câmara composta por 90% de homens decidir pelo corpo feminino?

É explícito a ocupação feminina no mercado de trabalho. Foram séculos de lutas para conseguir atingir patamares, até então, compostos apenas por homens. No Brasil, por exemplo, apenas em 1932 o voto feminino foi garantido. Apenas em 2011, tivemos a primeira presidenta mulher. Ou seja, mesmo persistindo a desigualdade de gênero, percebe-se grande mudanças no papel social da mulher.

No entanto, essas mudanças aconteceram e estão a acontecer de modo pungente e agonizante. Partindo do pressuposto fundamentado pela lei de que todos os seres humanos possuem os mesmos direitos e deveres, a realidade feminina é, praticamente, inadmissível. Mesmo com mais e melhor formação acadêmica, pesquisas revelam que as mulheres ganham menos que os homens nas mesmas funções. Além disso, não podemos nos esquecer que, após toda essa jornada de estudos e trabalho, elas ainda fazem atividades doméstica que, incrivelmente, são destinadas como obrigação do gênero.

Enfrentar e resistir às imposições sociais destinadas ao gênero feminino não são tarefas fáceis. Desde criança somos educados que existem uma suposta hierarquia entre os sexos. Enquanto meninos brincam com robôs, carros, caminhões, as meninas brincam com brinquedos que representam utensílios de cozinha e o cuidado com bebês. Isto é: já nos é determinado que os trabalhos domésticos e a criação dos filhos são tarefas das mulheres.

Além de tudo isso, deve-se estar sempre linda. A aparência feminina é vista como uma descrição de sua personalidade e até mesmo de seu caráter. Fugir, desses padrões, é inaceitável. Afinal, não basta estudar, trabalhar, cuidar da casa e educar os filhos, tem que estar linda.

Realmente, afirmar que a desigualdade de gênero não é eminente em nosso país é menosprezar e reafirmar estereótipos, preconceitos e opressões contra a mulher.  Pode até parecer ilusório, mas derrotar esse problema social é possível. A união e a luta sem padecer são nossas aliadas.

Mudar hábitos e costumes são princípio fundamental para mudança. Devemos abandonar as restrições impostas a nós. Usar a roupa que nos faz confortável, fazer quem sujou limpar, educar nossos filhos meninos de que eles devem respeitar e valorizar suas amiguinhas, assim como fazem com os amiguinhos, educar nossas filhas de que elas não vão se restringir a brincar com brinquedos que lembram aparelhos domésticos, acabar com relacionamento abusivo. Enfim, ser feliz da forma como você é, você é muito mais que as dicas de mulher. Como canta Beyonce na música Survivor, “Eu sou uma sobrevivente. Eu não vou desistir. Eu não vou parar”.